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    Home»Últimas»Brasileiros investem mais no exterior. Veja 6 dicas para diversificar os investimentos
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    Brasileiros investem mais no exterior. Veja 6 dicas para diversificar os investimentos

    Remessa Online elaborou um roteiro para ajudar quem quer aproveitar o reaquecimento da economia global e escapar das incertezas do Brasil
    Meio & NegócioBy Meio & Negócio22 de setembro de 2021Nenhum comentário3 Mins Read
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    Com a desvalorização do Real, inflação em alta e muita instabilidade política pela frente, o brasileiro decidiu diversificar os investimentos para aproveitar o momento econômico favorável nas economias mais desenvolvidas e fugir das incertezas que derrubam a rentabilidade das aplicações por aqui.

    O investimento líquido em ativos financeiros no exterior (critério que leva em consideração as aplicações menos os resgates) chegou a US$ 13,72 bilhões no primeiro semestre de 2021 e ultrapassou o volume registrado no ano passado inteiro (US$ 11 bilhões), superando também os valores registrados nos anos anteriores.

    O investimento líquido em fundos chegou a US$ 9,75 bilhões, em ações US$ 2,96 e em títulos de dívida US$ 1 bilhão. Os dados foram levantados pela Remessa Online, principal plataforma digital brasileira de transferências internacionais, com base na balança de pagamentos.

    Responsável por ⅓ dos envios de valores ao exterior feitos por pessoas físicas no país, a fintech Remessa Online registrou um crescimento de 121,92% nas operações destinadas a investimentos em sua base de clientes.

    “O pequeno e médio investidor, que já tem uma carteira diversificada no Brasil, percebeu que pode se proteger dos riscos do país aplicando parte do seu capital em economias mais sólidas. Está muito mais fácil abrir conta numa corretora no exterior, além de mais simples e barato remeter valores para essa conta a partir do Brasil”, explica o economista Alexandre Liuzzi, diretor de estratégia da Remessa Online.

    A tecnologia aliada aos avanços na legislação cambial possibilitou um crescimento na concorrência pelo serviço de remessa derrubando custos. As plataformas digitais simplificaram os processos, reduzindo prazos e o valor cobrado pelo serviço.

    Lá fora, a digitalização das corretoras abriu a possibilidade para clientes estrangeiros abrirem contas sem a necessidade de contratar intermediários. Algumas delas já têm plataformas em língua portuguesa, facilitando o acesso a esses mercados, mesmo para aqueles que não dominam outros idiomas.

    Orientações para investir no exterior

    A Remessa Online preparou algumas dicas para ajudar quem tem interesse em investir fora do Brasil. Confira:

    1. Se você já opera com corretora no Brasil e tem uma carteira diversificada com ativos locais, está na hora de começar a olhar para outros mercados.
    2. Pesquise quais são as corretoras no país de interesse que permitem a abertura digital de conta para estrangeiros. Consulte também se a plataforma home broker tem versão em língua portuguesa. Isso pode facilitar não só a tomada de decisão quanto o envio de ordens.
    3. Levar parte do seu investimento para o exterior exige perfil para assumir risco, pois nas economias mais desenvolvidas o mercado de juros não oferece taxas atrativas. Desse modo, ações costumam oferecer as melhores possibilidades de ganhos.
    4. Investir no exterior também é uma forma de se proteger das variações do câmbio e é indicado para quem tem ou planeja ter uma vida fora do país, seja por trabalho, estudos ou devido à mudança de residência.
    5. Quando chegar o momento de enviar o dinheiro para a conta aberta na corretora, pesquise os custos. Nessas operações a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é de 0,38%, além do spread, valor cobrado pela instituição financeira para realizar a operação. Esse valor varia drasticamente de um operador para outro, portanto faça simulações antes de decidir por onde enviar seu dinheiro e tenha certeza que não haverá cobrança de taxas adicionais.
    6. Avalie também o tempo que o recurso levará para chegar na sua conta na corretora. Dependendo do país e da instituição escolhida para fazer a transferência, a operação pode levar de poucas horas até dias para estar disponível no destino.
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